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Como criar um plano de negócio para o mercado de EAD

Como fazer o negócio dar certo? Essa pergunta permeia a vida de vários empresários. Por isso, no texto de hoje vamos falar sobre como o plano de negócios deve ser o primeiro passo a ser tomado antes de empreender.

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Muitos empreendedores têm uma excelente ideia que acaba não dando certo na hora da execução. Na ânsia de colocar o projeto na rua o mais rápido possível, esses empresários acabam trocando as mãos pelos pés e subestimam as dificuldades que vão enfrentar. Isso pode acontecer por vários motivos, mas a maioria dos casos se dá por falta de planejamento.

Investir no mercado de Ensino a Distância pode ser o empurrão que o seu empreendedorismo precisa. No entanto, é preciso montar um plano de negócio completo para garantir que todos os passos foram pensados de forma cuidadosa e assim evitar falhas.

No texto a seguir, vamos nos aprofundar nos seguintes tópicos:

Confira o nosso texto abaixo e  boa leitura!

Por que investir no Ensino a Distância?

O mercado de Ensino a Distância não para de crescer no mundo inteiro, em especial no Brasil: cerca de 21% por ano.

O Censo da Educação Superior, publicado em 2016 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), indicou que já são mais de 1,5 milhão de alunos fazendo faculdade à distância.

Isso representava quase um quinto do total de alunos matriculados no ensino superior no país. Esse “gap” também é visto em níveis operacionais, pois quem tem graduação pode ganhar até 25% a mais do que quem não tem curso superior.

Um dos motivos para isso é que o ensino a distância é visto como a solução para aqueles que querem conquistar o diploma e alcançar novos patamares em suas carreiras. Outra vantagem vista pelos estudantes adeptos a esta modalidade, estão a redução no tempo de locomoção e a economia com investimentos em educação, já que a mensalidade do EAD é mais barata que a do modelo presencial.

Os números também podem explicar o aumento dessa procura: dados da 54ª edição da Pesquisa da Pesquisa Salarial indicam que, em cargos de diretoria, a diferença salarial entre executivos que possuem pós-graduação ou MBA em comparação aos que não possuem é de 47,2%.

Há oportunidades no mercado EAD para o empreendedor?

A crescente demanda por profissionais qualificados só aumenta a procura pelo ensino a distância, e os empreendedores podem aproveitar esse momento para apostar no mercado. Um dos principais atrativos é o custo-benefício: os gastos também são menores para produzir o curso.

Por exemplo, se no presencial é preciso da infraestrutura completa de uma sala de aula (com quadro, cadeiras, luz e internet) e terá um alcance limitado pelo número de pessoas que cabem naquele espaço.

Já uma videoaula pode ser gravada em um ambiente pequeno (até mesmo dentro de casa), com uma equipe enxuta, e seu alcance é gigantesco: pode ser vendida para milhares de pessoas.

Por ser à distância, qualquer pessoa pode participar o que torna a formação de turmas muito mais rápida. Como consequência, o retorno financeiro também é mais rápido.

Ainda nesse quesito, a inadimplência do EAD é menor quando comparada a de um curso presencial, pois o valor investido pelo aluno é inferior.

A partir da análise do cenário EAD, agora você já pode começar a empreender neste mercado.

O plano de negócio deve ser o primeiro passo a ser tomado antes de empreender. Pensar nos riscos, listar os custos e avaliar os concorrentes ajuda a criar uma empresa mais forte e com grande potencial competitivo dentro do mercado de educação à distância (EAD).

O que é um plano de negócio e como ele impacta no seu empreendedorismo?

O plano de negócio é o documento descreve os objetivos do negócio e se aprofunda nas etapas que devem ser cumpridas, além de provocar um estudo aprofundado dos concorrentes e prevenir que falhas aconteçam.

Em alguns casos, as ideias não são postas em práticas porque o plano de negócio identificou erros que inviabilizaram o projeto – o que evita dor de cabeça e gastos desnecessários por parte do empresário.

Em linhas gerais, uma vez que esse plano é finalizado, ele permite que o empreendedor faça uma avaliação completa se vale a pena seguir com o negócio ou se o melhor a se fazer é partir para outra ideia.

Não é fácil! É algo complexo e que vai exigir muita pesquisa sobre o mercado e concorrentes, conhecimento sobre questões financeiras e muita dedicação. No entanto, o plano de negócio é essencial para qualquer empreendedorismo de sucesso.

Plano de negócio em prática: como fazer?

A seguir, detalhamos as etapas e explicamos melhor cada uma, com dicas e exemplo para você seguir, minimizando as chances de erro e garantindo que você tenha mais sucesso ao colocar seu plano de negócio em prática.

Pensar nos riscos, listar os custos e avaliar os concorrentes ajuda a criar uma empresa mais forte e com grande potencial competitivo dentro do mercado de educação à distância (EAD). Veja:

Defina seu negócio

É preciso responder algumas questões básicas sobre a empresa que você pretende criar: quais são os principais produtos ou serviços oferecidos? Qual é o público-alvo (pode ter mais de um)? Qual é o diferencial da sua marca?

Uma boa forma de responder essas perguntas é elaborando a missão da empresa , ou seja, o papel que ela desempenha na sua área de atuação. É o ponto de partida, que vai ajudar a definir quais são as etapas seguintes com base nos seus objetivos, perfil dos consumidores e o valor que será entregue para seus clientes.

Por exemplo: um curso online de preparação para a prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) tem como público alvo estudantes nos seus últimos períodos da faculdade e recém-formados.

O principal produto oferecido são aulas ao vivo ou gravadas com explicação do conteúdo necessário para passar no exame. Entre os diferenciais propostos podem estar monitorias exclusivas com grandes nomes da área e simulados em tempo real com outros alunos.

Decida as questões jurídicas

Se a ideia for para o mundo real, como ela vai existir judicialmente? A decisão vai influenciar na maneira como a empresa será tratada pela lei, bem como o relacionamento jurídico com terceiros. As formas mais comuns para as micro e pequenas empresas são:

– Microempreendedor individual (MEI): Pessoa que trabalha por conta própria e que se legaliza como pequeno empresário;

– Empresário individual: Exerce atividade econômica organizada e responde com o seu patrimônio pessoal pelas obrigações da empresa;

– Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI): Constituída por uma única pessoa titular da totalidade do capital social, que não responderá com seus bens pessoais as dívidas contraídas pela empresa;

– Sociedade Limitada: Associação formada por pelo menos duas pessoas (física ou jurídica) que estabelece normas com base no valor investido por cada associado.

Conheça seus concorrentes

Um bom plano de negócio deve ter um capítulo destinado ao benchmarking, técnica de estudar as melhores práticas de seus concorrentes a fim de melhorar o seu próprio desempenho.

O objetivo principal é aumentar a perspectiva do mercado e alinhar boas práticas e ações de terceiros para potencializar o seu negócio, além de ter um conhecimento profundo sobre os seus concorrentes.

Uma pesquisa realizada pela Bain & Company apontou o benchmarking como a terceira ferramenta de gestão mais usada pelas empresas, pois amplia o conhecimento da marca, identifica as áreas que precisam ser desenvolvidas e favorece um maior conhecimento da concorrência e do mercado. No entanto, é preciso tomar cuidado para não copiar os processos e ações de modo vazio, sem um objetivo em mente.

Saiba qual é o montante de capital a ser investido

Todos os negócios, independente do tamanho, precisam de capital para dar seus primeiros passos. No planejamento, liste todo o capital social aplicado pelo sócio (ou sócios) para a empresa sair do papel: dinheiro, compra de equipamentos, etc. Ao lado de cada item, especifique quantia, quem investiu e a porcentagem que aquilo representa no montante.

É importante saber que não existe um prazo ideal para o empreendimento dar retorno, e por isso o empresário deve saber que terá que realizar constantes subsídios financeiros até a empresa conseguir dinheiro o suficiente para cobrir as despesas. Isso impacta diretamente as reservas financeiras, afetando o negócio e a vida pessoal do empreendedor.

Para evitar que o prejuízo venha, mantenha um controle rígido do fluxo de caixa. A organização financeira é essencial para todo negócio de sucesso e ajuda a projetar e apurar o saldo para que sempre tenha capital de giro disponível para aplicação ou eventuais gastos. Crie uma tabela com duas colunas: uma com todos os recebimentos (vendas à vista a prazo, e suas datas) e outra para registrar os pagamentos de despesas e outros gastos.

A elaboração desse documento permite que o empresário tenha uma visão mais ampla do futuro, avaliando a liquidez da empresa e ajudando a tomar decisões importantes – inclusive, se o negócio deve ser continuado ou fechado.

Trace suas estratégias

Sem uma boa estratégia, o empreendimento dificilmente vai pra frente. Um bom planejamento estratégico leva em consideração o produto, o público-alvo que quer atingir e como todos os departamentos devem agir para alcançar os lucros pré-estabelecidos. Metas são essenciais nessa etapa, e devem seguir o modelo SMART, em que cada letra representa um fator em inglês:

  • Specific (Específico): Os objetivos são traçados sem ambiguidade, com a maior clareza possível;
  • Measurable (Mensurável): Devem poder ser medidos;
  • Achievable (Alcançável): As metas devem ser realistas, passíveis de serem alcançadas;
  • Relevant (Relevante): Devem gerar impactos relativos no negócio, levando em consideração o momento atual da empresa e os objetivos a longo prazo;
  • Time (Prazo): Os objetivos devem ter um prazo máximo para serem atingidos.

Uma ferramenta muito útil para traçar as estratégias é a análise SWOT, criada por dois professores da Harvard Business School com o objetivo de cruzar as oportunidades e ameaças externas à organização com seus pontos fortes e fracos. Também em inglês, o acrônimo aborda as quatro variáveis:

  • Strenghts (Forças): Pontos positivos da empresa, podendo ser bons equipamentos para gravação, equipe formada por profissionais renomados, preços competitivos, etc.
  • Weakness (Fraquezas): Pontos negativos da empresa que podem significar desvantagens, como pouco capital para investimentos.
  • Opportunities (Oportunidades): Fatores externos que podem beneficiar o negócio, como aumento crescente por EAD e bons preços de hospedagem de sites.
  • Threats (Ameaças): Situações externas negativas, como concorrência com marcas já estabelecidas e pouco acesso a linhas de financiamento.

Monte um plano de marketing

Essa é uma das principais áreas do plano de negócio: definir ações para que a empresa seja conhecida. Um dos primeiros passos é traçar o perfil do seu público-alvo, um conceito geral de quem você quer atingir, e definir a persona, que serve como um “personagem”, alguém fictício para se ter em mente na hora de fazer suas comunicações; é como se a persona fosse alguém para se dirigir nos posts e nas peças de marketing.

Depois, é preciso dedicar uma parte do plano de negócio para as estratégias de promoção e divulgação do produto. Como ensino a distância depende 100% da Internet, o mais indicado é usar as próprias redes online para a divulgação do produto.

Crie perfis no Instagram e Facebook e alimente-os com conteúdos ligados à área do curso oferecido. Marketing offline também deve ser levado em consideração, como propagandas em rádios, panfletos e participação em eventos e feiras para aumentar o awareness da marca.


Agora que você adquiriu mais conhecimento sobre o assunto, que tal colocar em prática?

Qualquer dúvida, pode comentar logo abaixo que assim que possível, tentaremos esclarecê-la!

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