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Escola do futuro: como será, tendências e perspectivas

Ao longo dos anos, a tecnologia foi introduzida na educação, mas o modelo tradicional ainda precisa ser revisto. Neste artigo, você poderá refletir sobre a possível escola do futuro.

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É impossível negar que os últimos dez anos provocaram mais mudanças no nosso estilo de vida do que os 50 anos anteriores. O avanço tecnológico é sem dúvida o principal motor para essa transformação, mas não o único.

Com a globalização e a crescente popularização da Internet – hoje em dia, cerca de 72% da população mundial já tem acesso à rede. Por isso, as ideias encontraram maneiras mais novas e rápidas de se espalharem.

Um dos movimentos que mais ganhou força nos últimos anos é o da escola do futuro: novo conceito que visa debater e modificar os métodos de ensino atuais. Confira abaixo alguns tópicos que vamos debater no texto de hoje:

Vamos abordar o que pode-se esperar da escola do futuro, além de listar algumas das tendências que ela pode trazer. Por isso, prepare a mente e boa leitura.

Escola ou fábrica? O modo antigo de ensinar

Desde o início dos tempos, as manifestações artísticas expressam as controvérsias da sociedade e criticam modos operandis que insistimos em seguir, por mais desatualizados que estejam.

É o caso de The Wall, álbum da banda Pink Floyd lançado em 1979 e cuja história foi adaptada para o cinema em 1982.

Em uma das cenas mais emblemáticas, o protagonista Pink tem um devaneio que representa uma crítica da banda inglesa ao modo de ensino que conhecemos hoje.

No sonho, as crianças marcham em filas em direção a uma engrenagem e, de lá, saem sentadas em cadeira usando máscaras neutras.

Essa metáfora se refere à escola tradicional, que elimina a identidade dos estudantes, que, como a música entoa no fundo, são apenas “mais um tijolo na parede”.

Entendemos que a escola seria uma fábrica de onde saem crianças sem se tornarem seres pensantes, apenas pessoas padrões que seguem a manada.

A crítica, por mais pesada que seja, tem seu fundo verídico. Foi durante o Fordismo que as escolas ganharam a aparência e operação que hoje é padrão: horários definidos para entrada, saída, uniforme padrão, uma figura autoritária (professor/chefe) e outras que servem para garantir a ordem do local (inspetor/seguranças).

O objetivo justamente esse, condicionar os alunos de classe baixa dentro do modo da fábrica, que era para onde eles iriam após terminar os estudos por falta de opção. No emprego, realizavam suas funções manualmente, que servia às necessidades da época.

Os anos passaram e o mercado mudou. As empresas precisam de mão de obra qualificada, capaz de pensar criticamente e se adaptar às transformações que acontecem cada vez mais rápido. No entanto, isso não alterou muito o modo como o ensino é transmitido dentro das salas de aula.

Por isso, cresce a linha de pensamento que propõe transformações nesse setor. Surge então o conceito de “escola do futuro”.

As leis em vigência

Antes de nos aprofundarmos nessa nova concepção, é preciso entender como ela se insere na realidade brasileira. O artigo 208 da Constituição estabelece que o Estado Brasileiro tem sete responsabilidades em relação a educação:

  • Educação básica obrigatória e gratuita dos 4 aos 17 anos de idade, assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram acesso na idade própria;
  • Progressiva universalização do ensino médio gratuito;
  • Atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino;
  • Educação infantil, em creche e pré-escola, às crianças até 5 anos de idade;
  • Acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um;
  • Oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do educando;
  • Atendimento ao educando, em todas as etapas da educação básica, por meio de programas suplementares de material didático escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde.

É importante também destacar que  “o acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo” (§ 1°, inciso VII, art. 208 da Constituição Federal). Ou seja: é direito intrínseco ao sujeito, que pode reivindicá-lo caso não esteja sendo cumprido pelo Estado. Por outro lado, entendemos que a oferta do ensino não implica na qualidade.

Uma das principais críticas a forma de ensino atual é que ela não se reinventou com o tempo e a falta da adaptação às necessidades modernas faz com que as instituições entreguem para a sociedade jovens que, apesar do diploma, não tem as habilidades pedidas pelo mercado.

O conceito de  “escola do futuro”

Com a popularização da Internet e o fácil acesso a informação, o conhecimento foi democratizado em níveis nunca vistos antes. Isso ofereceu oportunidade para todos serem protagonistas do próprio aprendizado e esse é um dos principais desejos do estudante dos dias de hoje.

Afinal, como diz o especialista Mozart Neves Ramos: “O Brasil ainda tem uma escola do século XIX, professores do século XX e alunos do século XXI”.

Podemos entender que é preciso mudar o jeito de educar e isso só será possível quando o aluno assumir o papel de protagonista de sua aprendizagem ao lado do professor.

Entre as principais reclamações dos jovens em relação a escola é que a mesma é desestimulante, que as matérias não são aplicadas no dia a dia e que os verdadeiros conhecimentos do mundo real não são passados dentro da sala de aula.

Como seria, então, a escola do futuro? A primeira mudança seria em relação a distribuição dos estudantes, que deixam de sentar em fileira e passam a ficar organizados em rodas que facilitem debates sobre as matérias.

Com esse espaço, eles podem expor suas ideias, trocar conhecimento e trabalhar as habilidades necessárias para o século XXI (que serão mais detalhadas nos próximos tópicos).

Outra transformação será no currículo dado: as matérias obrigatórias continuarão a existir, como matemática e história, mas vão compartilhar o espaço com eletivas.

Essas disciplinas “extras” podem variar de escola para escola, mas têm em comum as necessidades da sociedade moderna, como programação, e o aprofundamento em assuntos que ganham cada vez mais destaque, como a igualdade de gêneros, a superprodução de lixo e alternativas ao desperdício.

Tudo isso será feito com o auxílio da tecnologia, que deixa de ser a vilã e passa a ser aliada. Um dos exemplos mais emblemáticos aconteceu no Distrito Federal e será contado no tópico a seguir.

Tecnologia como aliada, não protagonista

Muitos professores acabam passando mais tempo de aula pedindo para os alunos saírem do celular do que de fato ensinando o conteúdo. Isso é desgastante para o profissional, que se vê obrigado a interromper seu fluxo de trabalho para coibir esse tipo de atitude, e para o estudante, que entende que aquele tempo não está sendo produtivo ou interessante.

Na escola do futuro, a tecnologia deixa de ser vista como arqui-inimiga e passa a ser aliada dos professores com o ensino do uso consciente das ferramentas.

Um excelente exemplo dessa troca de mentalidade aconteceu no Centro de Educação Nery Lacerda, em Sobradinho, Distrito Federal.

Os alunos tinham muita dificuldade com o conteúdo de História e a disciplina tinha o segundo índice mais alto de reprovação do colégio.

Durante as aulas, os professores, que já lutavam para encontrar meios mais eficientes de ensinar a disciplina, confiscaram celulares, tido como o motivo principal para a dispersão dos estudantes.

Como consequência, ele era visto como um dos causadores das notas baixas.

Essa atitude poderia ter continuado até o fim do ano, e muitos alunos seriam reprovados. Mas foi substituída por uma pouco convencional: recorrer ao Minecraft, jogo eletrônico que permite a construção usando blocos, extremamente popular entre os mais jovens.

O mundo virtual foi sugerido como ferramenta para estudar o conteúdo previsto pelo professor e o corpo docente comprou a ideia mesmo sem conhecer o jogo, com o objetivo de se aproximar dos alunos e despertar interesse por História.

A aula foi tão dividida em duas: parte dedicada ao modelo tradicional e parte para o jogo. Os estudantes construíram a Roma Antiga e simularam engenhos de cana de açúcar do século 16.

Essa integração entre o ensino e a tecnologia fez com que o índice de recuperação chegasse a quase zero e esse projeto foi premiado com o Criativos na Escola, iniciativa que premia jovens de todo o país que criaram projetos e desenvolveram soluções criativas para transformar a realidade em que vivem.

O papel do professor

No seu livro “As crianças mais inteligentes do mundo: e como elas chegaram”, a jornalista Amanda Ripley acompanhou de perto a experiência de três jovens que foram estudar na Finlândia, na Coreia do Sul e na Polônia.

A ideia era entender os resultados do primeiro exame do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, teste internacional que avalia competências essenciais na solução de problemas cotidianos entre alunos de 15 anos de diferentes escolas e países.

O resultado do exame foi surpreendente ao colocar a Finlândia em primeiro lugar como modelo educacional. Como era de se esperar, a pesquisa indicou que o sucesso educacional depende de uma complexa combinação de fatores, mas alguns aspectos eram comuns. Dentre eles, a qualidade da formação de professores.

O rigor começa na hora de ingressar na carreira: são selecionados para as faculdades aqueles que foram considerados bons alunos no Ensino Médio.

Na Finlândia, os professores estagiam nas melhores escolas públicas e são supervisionados por orientadores. A autora destaca ainda que, uma vez exercendo a atividade, os “aspirantes” observam as aulas dos colegas todos os dias e depois compartilham planos de aula e críticas construtivas sobre a metodologia utilizada.

Além disso, a boa remuneração e a constante atualização das habilidades e técnicas são alguns dos fatores que colocam esses professores em um patamar tão alto.

Dessa forma, a escola do futuro tem o educador como uma figura admirada, e não temida, pelos estudantes; um líder que estimula o interesse pelo conteúdo das aulas.

Os profissionais da educação devem ser capazes de orientar a pesquisa, indicar boas fontes e estimular o pensamento crítico em vez de apenas oferecer respostas prontas.

Tendências para a escola do futuro

  • Disciplinas de livre escolha

Uma das principais reivindicações dos estudantes é a possibilidade de modificar o processo de aprendizagem, escolhendo as disciplinas que desejam aprender.

Algumas escolas já abriram espaço em suas grades para eletivas como programação, escrita criativa e outras matérias que ajudam o jovem a desenvolver novas habilidades e, até mesmo, decidir sua carreira profissional.

  • Quociente emocional

Fala-se muito das habilidades socioemocionais do século XXI, ou seja, um conjunto de aptidões desenvolvidas a partir da Inteligência Emocional da pessoa.

Elas podem ser divididas em dois tipos: intrapessoal (a relação do indivíduo consigo mesmo) e interpessoal (sua relação com outros indivíduos).

Algumas das premissas dessas habilidades são a capacidade de trabalhar em grupo, resiliência, tato social e emocional, comunicação e criatividade.

Esse grupo de aptidões ganhou extrema importância desde a virada do século quando especialistas entenderam que tais características são fundamentais para o desenvolvimento pessoal e um bom convívio em sociedade. Por isso, a partir de 2020, essas habilidades se tornarão obrigatórias na Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

  • Aproximação da família

A escola do futuro precisa dialogar com os alunos e também com os pais, indo além das reuniões pedagógicas uma vez a cada bimestre.

A conversa próxima com os responsáveis ajuda a entender melhor o perfil do estudante e a alinhar as expectativas sobre os papéis da escola e da família na educação do indivíduo, onde cada um pode ir e em quais situações pode-se trabalhar em conjunto.

É preciso estar preparado para as mudanças que estão por vir e para aquelas que já fazem parte do nosso cotidiano.


Esse artigo trouxe apenas algumas das tendências que vão transformar as escolas em um futuro bem próximo, então é preciso estar sempre antenado com as novidades do mercado.

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Comentários (1)


  1. Jamil Scatena
    13/09/2019 às 17:36

    Excelente artigo.a aborda com propriedade o passado o presente, apontando o futuro para nossa Educação!

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