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Psicoterapia no ambiente de trabalho

A psicologia é um amplo setor e seus profissionais podem atuar em ramos muito específicos. De uns tempos para cá, com a melhoria das condições de trabalho e o amplo entendimento sobre a importância de um ambiente benéfico para os funcionários, algumas empresas começaram a incluir em seus benefícios a presença de psicoterapeuta.

psicoterapia

Estresse, cansaço, irritação, depressão e até mesmo crises de pânico. Esses são os sintomas de diversos funcionários em empresas com ambientes hostis e desequilibrados.

Porém, cada dia mais, o ser humano entende a importância de uma vida tranquila e serena. O mesmo que é feito em casa para melhorar o bem-estar, serve para o ambiente de trabalho.

Funcionários mais felizes e tranquilos, empresas e RHs sem a preocupação de seus colaboradores afastados do serviço por problemas médico e psicológico. Assim deve ser o panorama da maioria das empresas. Para isso, a psicoterapia no ambiente de trabalho é posta em prática.

Mas se engana quem pensa que eles servem apenas para os colaboradores. Os psicólogos organizacionais estudam os fenômenos que acontecem dentro de organizações para identificar fontes de problemas, e trabalham de forma a evitá-los.

Por isso, no texto de hoje vamos abordar alguns temas importantes como:

Dentro de cada tema, exploraremos subtemas para explicar a importância da psicoterapia dentro do ambiente de trabalho. Confira no texto abaixo.

O que é Psicoterapia?

Essa é a área mais conhecida de atuação dos psicólogos e se baseia muito no autoconhecimento e na autorreflexão. Por isso, o profissional não diz explicitamente o que seu paciente deve fazer. Em vez disso, propõe questionamentos para ajudá-lo a encontrar as respostas.

Durante as sessões, o paciente é conduzido a refletir sobre os possíveis caminhos, se sentindo mais seguro para tomar a melhor decisão.

Dentro desse universo, surge o psicólogo organizacional

Como percebemos, a psicologia é uma ciência que engloba diversas áreas. Muitas estão focadas no desenvolvimento da pessoa com indivíduo, mas existe um campo que é responsável por usar seus conhecimentos para desenvolver práticas estratégicas para o negócio.

Estamos falando do psicólogo organizacional, que atua diretamente na gestão de pessoas e analisa o comportamento organizacional como um todo, sem deixar de lado o foco em cada colaborador individualmente.

Mas como essa especialização surgiu? Não existe uma data inicial do seu aparecimento, pois ao longo dos anos diversos estudiosos voltaram seus esforços para entender e se aprofundar no mundo do trabalho e nas pessoas nele envolvidas.

No entanto, podemos entender o trabalho Psychology and Industrial Efficiency, lançado em 1913, como um divisor de água e que marcou o nascimento da psicologia industrial.

O documento registrou  as principais preocupações centrais da época, como o recrutamento de funcionários, fatores ligados à eficiência e as técnicas de venda.

Alguns anos depois, em 1933, George Elton Mayo publicou The Human Problems of Industrial Civilization, resultado de seus estudos na Western Electric Company, uma das maiores empresas americanas no ramo de Engenharia Elétrica.

A pesquisa ficou conhecida como Experiência de Hawthorne e visava colocar em xeque a rígida teoria clássica da administração, que focava no gerente e que tinha uma visão de cima para baixo.  

O objetivo era bem simples:  analisar a correspondência entre a iluminação dos locais de trabalho e a eficiência das operárias, medida pela produção obtida. Ao fim do experimento, algumas conclusões foram tomadas, como a influência da capacidade social do empregador no nível de produção.

Ainda nesse aspecto, ficou claro que as organizações são compostas por grupos sociais que definem o comportamento e outros fatores que influenciam diretamente na produção.

Com esses resultados, a organização mudou sua operação e passou a dar ênfase pessoas que participam ou trabalham nas empresas, em vez de focar na tarefa ou estrutura organizacional.

Como a psicoterapia dentro do ambiente de trabalho pode ajudar as empresas?

A visão histórica oferecida pelo tópico anterior nos fez entender que a psicologia organizacional estuda o comportamento humano e os fenômenos psicológicos dentro do ambiente de trabalho, e como eles impactam nos resultados e relações dentro da empresa.

Com isso em consideração, a psicoterapia procura formas para aumentar a qualidade de vida dentro do ambiente profissional, preocupando-se com o clima organizacional, condições favoráveis ao trabalho e um bom relação interpessoal entre os funcionários.

Os profissionais de psicologia que atuam na Área do Trabalho podem ter várias atribuições, como:

Recrutamento e seleção

Toda empresa precisa de um processo para selecionar novos funcionários. Com essa necessidade em mente, a psicoterapia no trabalho serve para aplicar metodologias e assim identificar quais são as habilidades que os candidatos têm e quais melhor se adequam à realidade organizacional.

Nesse caso, o conhecimento pode (e deve) se juntar ao poder da tecnologia. Muitas empresas estão fazendo a triagem dos currículos em bancos de vagas online e, os quesitos para a passagem para a próxima fase devem ser decididos entre os profissionais de psicologia e a pessoa que vai gerir o novo colaborador.

Dessa forma, a seleção é feita com mais eficiência, facilitando todo o curso de contratação.

Além disso, os testes psicológicos são ferramentas científicas credenciadas pelo Conselho Federal de Psicologia. Ou seja: só podem ser usados por psicólogos. Esses métodos são utilizados pelas áreas de Recurso Humanos, que devem ter psicólogos no seu quadro, para conhecer a personalidade do candidato e algumas de suas habilidades.

Pesquisa de clima organizacional

Nem sempre os funcionários se sentem confortáveis para conversarem com seus gestores ou com alguém do RH sobre algo que os incomoda dentro da empresa. Por isso, é papel da psicoterapia montar uma pesquisa de clima organizacional e depois compartilhar com os principais gestores para que melhorias sejam propostas e implementadas.  

Através de questionários anônimos é possível avaliar o grau de satisfação dos colaboradores e quais são os pontos que o quadro de funcionário acredita que devem ser modificados. Engana-se quem pensa que essa pesquisa serve apenas para o trabalho do setor de Recursos Humanos.

Como foi comprovado por  George Elton Mayo na sua pesquisa na Western Electric Company, os grupos sociais influenciam diretamente nos resultados. Assim, se a análise indicar que os colaboradores não estão satisfeitos, pode apostar que os resultados financeiros serão impactados.

Os profissionais de Psicologia especializados no mercado de trabalho devem utilizar os resultados extraídos da pesquisa para montar o planejamento estratégico da empresa toda. É importante também que os funcionários saibam que suas opiniões foram ouvidas e que existe um movimento interno para aperfeiçoar processos e relações interpessoais.

Gestão de conflitos

É natural que aconteçam divergências no ambiente de trabalho. Isso não significa, no entanto, que não possam ser evitados – em especial se eles gerarem um mal estar que impacte na produtividade dos funcionários.

O especialista em psicoterapia organizacional deve ser capaz de  ter tato e identificar as divergências para agir antes que elas se tornem discussões calorosas. Existem alguns sinais que indicam que um confronto está por vir, como constantes erros e atrasos, bem como a queda da produtividade e uma mudança negativa no clima organizacional.

Cabe ao profissional de RH usar seu conhecimento profissional para garantir que o conflito seja resolvido e bem administrado. A resolução de problemas pede tempo e energia, além do gasto com homem-hora que poderia ser direcionado para outras áreas.

Como consequência indireta, podemos citar a diminuição de gastos com demissões e novos processos de contratação.

Organização e promoção de treinamentos

A psicologia organizacional não serve apenas para adequar o ambiente de trabalho às necessidades da empresa. Os profissionais também devem se preocupar com o bem-estar dos funcionários e garantir que eles possuem as ferramentas necessárias para crescer e se desenvolverem.

Por isso, é de bom tom que se crie uma cultura de treinamentos e workshops, que atualizam os conhecimentos dos colaboradores e faz com que eles tenham mais capacitação para entregar resultados. Assim, todo mundo sai ganhando!

Uma opção é ter Programas de Desenvolvimento Individual (PDI), com processos bem definidos de quais são os critérios necessários para determinado curso ser aprovado.

Quando o colaborador vê que a companhia investe no seu aprendizado, ele vai se sentir mais motivado para continuar ali e vai aplicar o conhecimento adquirido no seu próprio trabalho.

Dessa forma, entendemos que a psicoterapia no ambiente de trabalho tem papel fundamental de observar e potencializar a relação do funcionário com a organização (e vice-versa), visando melhorar processos e comportamentos.

Com as mudanças acontecendo cada vez mais rápido dentro e fora das empresas, é preciso de muita disposição e visão estratégica para gerenciar pessoas.



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